Friday, March 31, 2006

As maravilhas do Programa de Reprodução em Cativeiro de Lince Ibérico



Nunca me alonguei aqui sobre as características técnicas do programa de reprodução de linces, por achar que de facto interessarão a pouca gente. Mas tem coisas que acho brilhantes. São ideias geniais para contornar problemas prácticos, que me fascinam por completo.

Primeiro, como saber se as fêmeas estão grávidas? Passá-las por um corredor com um aparelho de raios-x, como vos contava, é uma ideia genial que não prejudica nem a mãe nem os cachorros. Parece fácil, mas não é, uma vez que implica convencer as nossas mui felinas mães (ou would be mães) a fazer o que a gente quer. E a parar onde a gente quer, ficar quietas um segundo, etc. Not easy. Mas funciona.

Mas esta última é que me fascina: como tirar sangue a um animal selvagem sem o anestesiar, especialmente se este estiver armado com dentinhos e unhacas grandes? Pois não é que se descobriram umas carraças especiais de corrida que conseguem sugar 15-20ml de sangue a um animal numa questão de segundos?

Incham de sangue e caem para o chão. Nós temos umas redes metálicas e recolhemos as carraças das redes (que ficam por baixo de onde os animais dormem), recolhendo depois o sangue das carraças. Estas são tão especiais de corrida que não passam nenhuma doença aos linces nem os magoam. Nem dão por conta das bichas. E com o sangue obtido pode-se velar pelos linces sem correr perigos, tanto para eles como para nós. Dão um jeitaço!

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