As maravilhas do Programa de Reprodução em Cativeiro de Lince Ibérico

Nunca me alonguei aqui sobre as características técnicas do programa de reprodução de linces, por achar que de facto interessarão a pouca gente. Mas tem coisas que acho brilhantes. São ideias geniais para contornar problemas prácticos, que me fascinam por completo.
Primeiro, como saber se as fêmeas estão grávidas? Passá-las por um corredor com um aparelho de raios-x, como vos contava, é uma ideia genial que não prejudica nem a mãe nem os cachorros. Parece fácil, mas não é, uma vez que implica convencer as nossas mui felinas mães (ou would be mães) a fazer o que a gente quer. E a parar onde a gente quer, ficar quietas um segundo, etc. Not easy. Mas funciona.
Mas esta última é que me fascina: como tirar sangue a um animal selvagem sem o anestesiar, especialmente se este estiver armado com dentinhos e unhacas grandes? Pois não é que se descobriram umas carraças especiais de corrida que conseguem sugar 15-20ml de sangue a um animal numa questão de segundos?
Incham de sangue e caem para o chão. Nós temos umas redes metálicas e recolhemos as carraças das redes (que ficam por baixo de onde os animais dormem), recolhendo depois o sangue das carraças. Estas são tão especiais de corrida que não passam nenhuma doença aos linces nem os magoam. Nem dão por conta das bichas. E com o sangue obtido pode-se velar pelos linces sem correr perigos, tanto para eles como para nós. Dão um jeitaço!

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