Mas nem tudo são boas notícias...

Quando estava em Zurique, no gabinete com o director e a equipa toda do Clinical Lab a discutir o que fazer com as amostras de leões, a Marina (chefe do laboratório) recebe uma mensagem do Fernando (vet chefe de Acebuche, o único centro de reprodução de linces no mundo) a dizer que tinha morrido o Cocho (se nos perguntassem a nós tugas se podiam dar esse nome a um lince, a resposta acho que era não).
O Cocho era o lince que Esperanza escolheu dias depois do parto. Abandonou a Cynara (que estão a amamentar à mão e está muito bem) e ficou com ele, treinou-o a comer coelho, tudo parecia ir bem. Depois de ser examinado, verificou-se que estava desidratado e meio magrito. Mas nada de chocante. No dia seguinte ao exame ficou mais fraco, desistiu de comer e de beber apesar de ficar junto ao bebedouro. A gravidade da situação ficou clara, e apesar de o terem internado e tentado rehidratá-lo, morreu.
As causas são confusas, mas parece que deve ter sido um parvovirus. É uma situação difícil, e ainda sabemos pouco. Acontece. Mas acontece também na natureza: morrem entre 50 a 75% do total de crias todos os anos, é natural. É preciso aceitar que isso também aconteça no programa de reprodução em cativeiro, apesar de calcular que esteja a ser muito difícil para a equipa de El Acebuche aceitar que assim é. Como sempre digo aqui, têm a minha absoluta devoção e apoio, são os maiores. Nunca nasceu tanto lince-ibérico junto em cativeiro, o progresso é simplesmente fantástico.
Enfim. Enviarei mais notícias dos vivos assim que as tenha. Estão todos finos.

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