Here I go again

See you soon, chaps. A ver o como me corre o plano A2/B1 - ou dá para trabalhar com leões Moçambicanos em conjunto com o lince, e nesse caso é A2, ou vai o lince ficar só andaluz e nesse caso é mesmo B1. B de bazar, portanto; 1 de proridade, porque ganhei um amor aos leões dos diabos e isto do lince é uma verdadeira roleta russa.
Ou seja, a ver se faço como me diz o meu irmão e me vendo adequadamente ao governo e instituições "conservantes" de Moçambique - a mim e à restante equipa do Botswana - para o que der e vier. No fundo a intenção não é só tentar proteger estes animais, é também ser bom nisso e se possível viver da coisa. Quem me conhece sabe que não tem sido tarefa fácil até agora. Mas penso que têm aparecido resultados e até ao fim do ano aparecerão mais, esperemos que tudo continue a correr bem.
A verdade é que neste momento já não sinto o vôo para África (5 anos mais tarde) como o cumprimento de um projecto - tenho cada vez mais a sensação clara de que já não será possível prosseguir os estudos no Botswana - e que se aproxima o fim de um ciclo. Com as amostras a serem processadas em Zurique, e esperemos que com duas ou três publicações a saírem do estudo, estarão cumpridos os mínimos.
Ainda que nos deixem ficar por lá, estamos tão estrangulados política e financeirmente que não será possível fazer muito mais. Pode soar paranóico, mas é verdade: a defesa da necessidade de estudar o vírus da imunodeficiência felina nos leões levou à destruição do Pieter e da Kate. Ninguém nos dá dinheiro porque fomos considerados "animal huggers" e alarmistas, e agora apareceu isto a confirmar que tinhamos razão:
"Results from FIV-infected lions and pumas parallel human and Asian monkey CD4+ diminution in HIV and SIV infection, respectively, and suggest there may be unrecognized immunological consequences of FIV infection in these two species of large cats. "
As coisas melhoraram, portanto, e quero ver se posso continuar com outros leões. Toda esta estória ainda me vai servir impulso para continuar o estudo como o planeei. Se tudo correr bem em Moçambique, se eles tiverem abertura para isso. Além do FIV, outra grande ameaça aos leões está em marcha, a tuberculose. E em marcha para Moçambique vinda do Kruguer, onde afecta 51% dos leões. Mata que se farta e bem mais rápido que o FIV. Agora que abriram as fronteiras do Kruguer para Moçambique através do Parque Transfronteiriço do Limpopo, o que acontecerá aos 400 leões que estimam viver em Moçambique? Para lá das populações humanas, claro está...
Mas vou ter muitas saudades daquele Okavango, e vai ser concerteza difícil estar lá este ano. Não será tão forte que não sejam capazes de dar cabo dele, e assim a coisa parece que não vai bem. É assim...
Vou mandando notícias!

2 Comments:
Boa viagem e muitas vitórias por lá.
Fico à espreita de notícias!
Ofereceram-me este cantinho:
http://www.fotolog.com/pinky_nes/
passa lá um dia destes.
Beijinhos e até à volta.
Inês
11:55 pm
Força mê puto!
Que todos os teus planos se realizem, sejam eles o A35 ou o B22 ou o C51 ou o D37. Qq dia tb vou contigo ao Botswana ver os gatos grandes.
LOL
abraço leonino (leonino as in "grande". not as in "lagarto")
stay cool dude
Lourenço
2:24 pm
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